Poesias - Notícias - Politicagem - Comportamento - Cultura - Sexualidade - Assuntos Sérios - Bobagens Necessárias - e Tudo Mais Que Eu ou Vocês Queiramos Falar - Tudo isso abordado com discontração e irreverência, às vezes de modo requintado e às vezes com linguagem totalmente escrachada. Participem das discussões, proponham assuntos pra novos posts, e não façam cerimônia, porque aqui a gente fala Do Que Quiser Falar .

quarta-feira, 28 de julho de 2010

E lá se vai uma madrugada de crise sobre existecialismo.

Por Alane Reis
Sobre Felicidade

Felicidade, atualmente onde a encontr... um momento, é tão clichê começar um texto com o nome de um sentimento, e até vira novelinha das oito quando a palavra em questão é seguida de um advérbio de tempo que remete ao presente. Mas espere um pouco, eu vou falar de sentimentos, não existe nada mais clichê, além do mais, novela das oito sempre é sucesso de audiência, de qual quer forma, começarei de novo.

No meio das inúmeras revoluções (tecnológica, econômica e cultural) que passaram pelo mundo, os valores vem sendo reformulados, ficando uma dúvida em mim: Hoje qual é nosso o ideal ocidental contemporâneo de felicidade? Fazendo essa pergunta a maioria das pessoas da minha idade, provavelmente irei ouvir respostas do tipo "Ser feliz é ter um namorado(a) bacana, aquele(a) com o corpo legal, que me leve a lugares, eh... legais né?", ou "É ir pras melhores baladas, pegar geral, curtir com os brothers, e tomar tooodas", ou "É ter dinheiro pra fazer o que quiser", uns mais conscientes irão responder "Sucesso profissional meu bem, isso é felicidade". Há uns dias eu venho pensando nisso, no que é ser feliz, e olhando em volta, percebo que o nosso modelo "happy life" vem se construindo em cima de capital acumulado agregado a relações efêmeras.

Mas espere um pouco, eu faço parte dessa geração fútil que cútua o corpo, o dinheiro e vive de sexo casual. Será que eu estou sendo hipócrita? Não, não, tsc, um texto inteiro pra reescrever. Vamos por partes. Balada? Eh... é bom, encher a cara também, quem não gosta de enfiar o pé na jaca de vez em quando? As vezes é até necessário, mas a longo prazo, hunmm! Não tem organismo que aguente. Agora, assim, dinheiro é bom, e traz felicidade sim, dinheiro só não traz felicidade pra quem não tem, mas o meu luxo, o meu desperdício, o meu carro, e o meu celular novo todo ano, valem a degradação do meio ambiente e a pobreza extrema de milhões de pessoas? Não, COM CERTEZA NÃO. Pulemos pra outro ponto, sexo... humm, sexo é bom, muito bom, e não tem contra indicações, é bom de cima, de baixo, de lado, de quatro, de três, de dois, na falta vai até de um, mas com o tempo fica vazio, e a gente sente falta de algo que não sei o quê (ow sejamos sinceros, fingimos não saber). Pronto então, felicidade é sucesso profissional mesmo, e como isso é bom, te dá aquele ar de superioridade, típicos dos insuportáveis, dos bem sucedidos, dos que fizeram por onde... mas no fim? ... bem lá no fim, quando a maricona (gíria de povo de teatro, pra falar dos gênios que já não trabalham) estiver velha, na sua casa imensa, seus inúmeros livros e discos, é só por amor, que irá - se dormir e chorar ao lado da garrafa de vodcka, russa de preferência, ao som de um MPB dor de cotovelo, ou daquele Jazz que enlouquece, é só por amor que a lágrima escorre, só por amor, e quem nega. Mente! A audiência da novelinha das oito, tá aí pra comprovar a minha tese.
E por aí, de onde vem a felicidade??

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A amizade Brasil e Irã e a PORRA da politicagem

Por Alane Reis
Sobre Politicagem

O Lulinha prestes a completar o oitavo ano de mandato como presidente da federação brasileira, deixará o posto com no mínimo algumas polêmicas, a bola da vez é o Irã, o país está mantendo uma prática de enriquecimento de urânio, enquanto circula uma política (que só Deus sabe, até onde quão verdadeira) de desarmamento mundial. Resultou que todo mundo resolveu fechar a cara pra Mahmoud Ahmadinejad (presidente iraniano), só o Brasil que vem mostrando um certo interesse, e uma simpatia nem tão camuflada a questão, posicionando - se ao lado do Irã e deixando pulgas atrás da orelha, sobre a intenção dos flertes brasileiros a um país que se orgulha de eleger de maneira direta o seu presidente, mas nem ao menos se retrata sobre as especulações mundiais de corrupção eleitoral.
Funciona mais ou menos assim: Os Estados Unidos mandou avisar que não quer que mais ninguém tenha bombas (mas claro, as deles não contam, afinal... Ah o que dizer dos Estados Unidos da América), o Irã que aprendeu a brincar com fogo (ops, com urânio), resolveu não acatar, não se explicar, não conversar, e continuou na sua com as suas bombinhas, valendo ressaltar que ele não é o único país a possuir arsenal bélico nuclear. Não aceitando o "insulto" iraniano, Obama resolveu endemoniar o país árabe, como se já não bastasse os seus próprios demônios (guerras civis, desigualdade social, corrupção). No fim da brincadeira, todo mundo comeu a pilha, mas o Lula não (que fique bem clara a minha não intenção de enaltecer ou criticar o governo Lula). O nosso presidente vem se colocando como porta voz de uma causa bastante delicada, foi o único capaz de ouvir o Irã e intermediar um diálogo entre ele os Estados Unidos.
O caso é que toda tentativa brasileira de apaziguamento foi frustrada, só que nessa história ninguém é mais menino e "tá" de inocente numa causa no mínimo "um pouco" preocupante para a população mundial. Os Estados Unidos anda apreensivo com a instabilidade de sua hegemonia bélica, e com a falta de controle que possuem em relação ao Irã, dessa forma a única solução encontrada é reproduzir discursos discriminatórios sobre países árabes (de maneira geral). O Irã experimenta a sensação de poder, e parece estar se sentindo muito a vontade "do outro lado da força", e o Lula que entrou de supetão na história, levanta inúmeras suspeitas ao se envolver numa questão que diretamente (e atualmente) nada interessa ao Brasil, mas como foi dito no início do texto, seu mandato está chegando ao fim, e uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU é sempre interessante, a quem (agora) não pode se (re)candidatar.

VII Festival da Biko



Confira a programação:

30 de julho (sexta feira)
Abertura - Seminário: 18 anos de Cidadania e Consciência Negra: Transgredindo Espaços; Transformando Realidades.

Local: Auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia - Barris

Horário: 18 horas.

Compondo a mesa do seminário:

*Ceres Santos
*Geri Augusto
*Edenice Santana
*Talentos Bikudos


31 de julho (Sábado)

Local: Praça Tereza Batista - Pelourinho

Horário: 16 horas

*Talentos Bikudos
*Os Negões
*Dj Sankofa
*RBF
*Afro Jhow
*Didá
*Aloísio Menezes
*Juliana Ribeiro
*Grupo Aro 7
*Lazzo Matumbi

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Margarida


Por Alane Reis
Sobre a História de uma margarida que vivia em um roseiral


Em meio a um roseiral

Vivia uma margarida

Que antes tão alto astral

E agora sempre abatida

Um jardineiro observador

Não entendia tal mudança

E indagou a pequena flor

Sobre como andava estranha:


- Pobre margarida triste

Tem os olhos gritantes de dor

Quem ou o que te agride?

Será que sofres de amor?

- Apesar da aparência formosa

Suas lágrimas são tão penosas

- No seu rosto havia um sorriso cativante

Sua face era a cara da alegria

Hoje sua angustia é alarmante

Saudades do tempo que você sorria

- Sua voz que era sempre escutada

Emudeceu-se sem razão

Agora tu és tão amargurada

Que dor corrói o seu coração?

- Quem te maltratou?

Quem fez mal a ti?

Se o Margarido não te amou

Não adianta ficar assim


A margarida sem saber o que dizer

Com a voz tristonha resolve responder:

- Jardineiro, não sofro de amor...

Sou uma margarida num jardim de rosas

Sou diferente na cor, no odor

Perto delas minha beleza é duvidosa

- As rosas se acham tão perfeitas

E me discriminam a cada instante

São tão cheias de certezas

E me acham tão ignorante


- Em outros lugares sou aplaudida

Aqui sempre sou humilhada

Sou uma flor inofensiva

Perto das rosas me sinto um nada

- Cansei de ser assim

Fizeram-me ovelha negra nesse jardim


- Mas um dia quando força eu tiver

Deixo de ser sempre a flor errada

Vou m’embora pr’um jardim qualquer

E lá eu sei, serei amada


- E no dia que eu partir

Chorarei por elas

Mas voltarei a sorrir

Sentirei saudades das belas

E no fundo sei que elas

Sentirão saudades de mim


terça-feira, 6 de abril de 2010




Por Alane Reis
Sobre Olga Vidal


“Por um instante

Vejo no teu semblante

Que a mulher estonteante é só uma armadura

A mulher fatal – uma figura

Por dentro há refugiada,

A menina tímida e às vezes assustada


A menina calada

Na mulher falante

A menina acanhada...

Pra mim... a mais fascinante”


Trecho retirado da poesia O.N.P.V., dedicada à irmã que a vida me deu.

Fotografia: Olga Vidal.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Por Alane Reis
Sobre Desejos

Uma tarde sozinha
Um calor de verão
Agonia tamanha –
Um banho não traz solução

Fecho os olhos – Um arrepio
Uma sede – A tua boca
Uma fome – O teu sexo
As minhas mãos – Carentes do teu corpo
O meu corpo – Carente das tuas mãos

Dos meus poros exalam o teu suor
E no meu sexo, lateja uma vontade...

... Alimentar-te...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Prentinhosidade

Gente
PRETA,
da pele
PRETA,
dos cabelos
PRETOS.







Gente
LINDA,
da pele
LINDA,
dos cabelos
LINDOS.





Gente
BOA,
da pele
BOA,
dos cabelos
BONS.




"Porque ignorância é o melhor sinônimo de preconceito. ADOTE ESSA IDEIA."
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Peço que perdoem o amadorismo das fotos, elas são resultado de umas cervejas a mais, ao encontro dos amigos, num fim de tarde de domingo.


Por Alane Reis
Sobre Negritude
Fotografia: Laís Abreu