Sobre Crianças, Pessoas Grandes, Coisas Importantes, e Outras Nem Tanto.
A história de hoje fala de um príncipe encantado e uma paixão de criança, mas não se enganem, não tem nada a ver com amores românticos e donzelas indefesas. É o seguinte, com cerca de 8 anos de idade meu pai me apresentou o Pequeno Príncipe, ainda me lembro como se fosse ontem o dia que o conheci, um menino que tinha mais ou menos a minha idade, adorava pores do sol, morava em um planeta um pouco maior que uma casa, tinha uma rosa como melhor amiga, pegava carona em estrelas, e jamais desistia de uma pergunta uma vez que a fizera.Aos 8 anos de idade li pela primeira vez o livro que viria a ser o meu preferido na vida inteira, e adorei as histórias do principezinho, cresci, e o velho livro ficou guardado em meio aos outros infantis na estante, até que aos 14 anos resolvi me desfazer das leituras de outrora, doar a novas crianças, e quando eu arrumava os papéis velhos, em meio a mofos e ácaros ele ressurge na minha vid
a com cabelos amarelos, voando ao vento, como quem desce de uma estrela, e de repente me traz todo o encantamento da infância. Após minha segunda leitura virei fã da obra, com o olhar um pouco mais aguçado percebi o tamanho da profundidade eningmática e metafórica que cercava cada mensagem. De lá pra cá, devo ter lido pelo menos mais umas 6 vezes.
a com cabelos amarelos, voando ao vento, como quem desce de uma estrela, e de repente me traz todo o encantamento da infância. Após minha segunda leitura virei fã da obra, com o olhar um pouco mais aguçado percebi o tamanho da profundidade eningmática e metafórica que cercava cada mensagem. De lá pra cá, devo ter lido pelo menos mais umas 6 vezes.Viajando um pouco no contexto histórico: A obra foi escrita em 1943, por Antonie Saint Exupery, jornalista, escritor e piloto francês que trabalhou na segunda guerra mundial. Exupery escreveu o Pequeno Príncipe durante seu exílio nos Estados Unidos, e o livro foge a regra de tudo antes publicado por ele, que escrevia essencialmente de aviação e guerras. As aventuras do principezinho falam de amor, amizade, pureza de espírito, talvez por isso seja mais bem aceito pelas crianças, mas sem sombra de dúvidas é ideal para todas idades, costumo dizer que não confio em quem nunca o tenha lido, e que ninguém no mundo poderia morrer sem o ter conhecido. Falando em morte, a de Exupery chegou um ano após a publicação da obra, o seu avião levou um tiro em uma missão de guerra, mas a tempos já especulavam - se boatos que o piloto havia enlouquecido, talvez pelas barbáries que vira durante a profissão, o fato é que ele morreu acreditando que um dia, no meio do deserto do Saara conhecera o Pequeno Príncipe.
Um dia perguntei a um amigo e uma amiga se eles já haviam lido a obra, ele me respondeu "Não, eu não tive infância Alane, (risos)" e ela "Não, me ocupo com leituras importantes, não gosto de contos infantis, e no momento eu estou lendo O PRÍNCIPE, de Maquiavel, conhece?". As duas respostas me deixaram profundamente decepcionadas, a primeira me mostra que Exupery estava certo quando dizia que apenas as crianças se ocupam com coisas realmente relevantes, e a segunda, é a resposta que se espera de uma "pessoa grande", por que o Príncipe de Maquiavel (que infelizmente eu conheço pelo fato de também ter me tornando uma "pessoa grande") seria mais importante que o de Exupery? Porque ele ensina como governar e se manter no poder manipulando e explorando as grandes massas? Ou por ele ter sido (segundo reza a lenda) o livro de cabeceira do homem mais corrupto, saguinário, e arbitrário da história da política baiana (SIM, FALO DE ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES). Que fique claro queridos leitores, que não desprezo a importância histórica e a genialidade de Maquiavel em sua obra, porém a minha realeza, assim como o Peter (Pan), é alguém que vai ser criança para sempre, e conta das suas histórias viajando pelos planetas, até parar na Terra, no meio do deserto do Saara e descobrir que alguns homens não são tão bons, mas a amizade ainda vale a pena quando se é "eternamente responsável por aquilo que cativas" mesmo "correndo o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar" e que coisas bonitas ainda existem quando "se ver com o coração" e percebe - se que "o essencial é invisível para os olhos".O livro está disponível para leitura no seguinte site: http://www.mayrink.g12.br/pp.principe.htmrincipe.htm
Aconselho a todos, as crianças e principalmente as pessoas grandes. Depois disso verão que a imagem aí embaixo não se trata de um chapéu.
Mas sim de uma jibóia que engoliu um elefante. 




