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sábado, 7 de agosto de 2010

O príncipe da minha vida

Por Alane Reis
Sobre Crianças, Pessoas Grandes, Coisas Importantes, e Outras Nem Tanto.


A história de hoje fala de um príncipe encantado e uma paixão de criança, mas não se enganem, não tem nada a ver com amores românticos e donzelas indefesas. É o seguinte, com cerca de 8 anos de idade meu pai me apresentou o Pequeno Príncipe, ainda me lembro como se fosse ontem o dia que o conheci, um menino que tinha mais ou menos a minha idade, adorava pores do sol, morava em um planeta um pouco maior que uma casa, tinha uma rosa como melhor amiga, pegava carona em estrelas, e jamais desistia de uma pergunta uma vez que a fizera.

Aos 8 anos de idade li pela primeira vez o livro que viria a ser o meu preferido na vida inteira, e adorei as histórias do principezinho, cresci, e o velho livro ficou guardado em meio aos outros infantis na estante, até que aos 14 anos resolvi me desfazer das leituras de outrora, doar a novas crianças, e quando eu arrumava os papéis velhos, em meio a mofos e ácaros ele ressurge na minha vida com cabelos amarelos, voando ao vento, como quem desce de uma estrela, e de repente me traz todo o encantamento da infância. Após minha segunda leitura virei fã da obra, com o olhar um pouco mais aguçado percebi o tamanho da profundidade eningmática e metafórica que cercava cada mensagem. De lá pra cá, devo ter lido pelo menos mais umas 6 vezes.

Viajando um pouco no contexto histórico: A obra foi escrita em 1943, por Antonie Saint Exupery, jornalista, escritor e piloto francês que trabalhou na segunda guerra mundial. Exupery escreveu o Pequeno Príncipe durante seu exílio nos Estados Unidos, e o livro foge a regra de tudo antes publicado por ele, que escrevia essencialmente de aviação e guerras. As aventuras do principezinho falam de amor, amizade, pureza de espírito, talvez por isso seja mais bem aceito pelas crianças, mas sem sombra de dúvidas é ideal para todas idades, costumo dizer que não confio em quem nunca o tenha lido, e que ninguém no mundo poderia morrer sem o ter conhecido. Falando em morte, a de Exupery chegou um ano após a publicação da obra, o seu avião levou um tiro em uma missão de guerra, mas a tempos já especulavam - se boatos que o piloto havia enlouquecido, talvez pelas barbáries que vira durante a profissão, o fato é que ele morreu acreditando que um dia, no meio do deserto do Saara conhecera o Pequeno Príncipe.

Um dia perguntei a um amigo e uma amiga se eles já haviam lido a obra, ele me respondeu "Não, eu não tive infância Alane, (risos)" e ela "Não, me ocupo com leituras importantes, não gosto de contos infantis, e no momento eu estou lendo O PRÍNCIPE, de Maquiavel, conhece?". As duas respostas me deixaram profundamente decepcionadas, a primeira me mostra que Exupery estava certo quando dizia que apenas as crianças se ocupam com coisas realmente relevantes, e a segunda, é a resposta que se espera de uma "pessoa grande", por que o Príncipe de Maquiavel (que infelizmente eu conheço pelo fato de também ter me tornando uma "pessoa grande") seria mais importante que o de Exupery? Porque ele ensina como governar e se manter no poder manipulando e explorando as grandes massas? Ou por ele ter sido (segundo reza a lenda) o livro de cabeceira do homem mais corrupto, saguinário, e arbitrário da história da política baiana (SIM, FALO DE ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES). Que fique claro queridos leitores, que não desprezo a importância histórica e a genialidade de Maquiavel em sua obra, porém a minha realeza, assim como o Peter (Pan), é alguém que vai ser criança para sempre, e conta das suas histórias viajando pelos planetas, até parar na Terra, no meio do deserto do Saara e descobrir que alguns homens não são tão bons, mas a amizade ainda vale a pena quando se é "eternamente responsável por aquilo que cativas" mesmo "correndo o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar" e que coisas bonitas ainda existem quando "se ver com o coração" e percebe - se que "o essencial é invisível para os olhos".

O livro está disponível para leitura no seguinte site: http://www.mayrink.g12.br/pp.principe.htmrincipe.htm

Aconselho a todos, as crianças e principalmente as pessoas grandes. Depois disso verão que a imagem aí embaixo não se trata de um chapéu.
Mas sim de uma jibóia que engoliu um elefante.

10 comentários:

Sócrates Júnior (koka) disse...

Eu não li a obra, mas se serve de conforto eu não perdia um desenho do pequeno principe, lembro da rosa, dele pegando caron nos cometas e vindo parar na terra... tem até cenas dele com o tal pilotoo eu me lembro de algumas coisas..
eu sempre quis ler..
assim q eu tiver disposiçao de tempoo baixo esse link aew...
bom texto querida
fale mais sobre issooo

http://doquequiserfalar.blogspot.com/ disse...

Você está salvo Coquinha, rsrs, de longe se vê que é uma pessoa boa. Rs

Vaunei Guimarães disse...
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Tricotando a quatro mãos disse...

acho que esse foi uns dos primeiros livros que li! e eh um livro tao bom que ate hj me lembro da historia como se eu tivesse lido a dias atras!
concerteza meus filos irao ler tbm!

beijoss,
Jéssica.

Natacha Domingues disse...

Nane...confesso:AINDA não li O Pequeno Príncipe.Mas outra amiga, baiana por coincidência, acho que a mulher mais inteligente que tive o prazer de conhecer, me contando da infância, me falou sobre o livro há tempos atrás. Tive a reação da sua segunda amiga... E o que conheci da história foi a animação, e o fato de ser o livro escolhido pelas misses. Tinha preconceito.
Ela me esculhambou inteira, e eu jurei para mim mesma que um dia o leria. Obrigada por me recordar. Vou baixar o texto, e comprar um para ler para minha filha.Sei que os valores morais/humanos que têm alí são bacanas. E se cativou tanta gente legal, como você e outras tantas, não pode mesmo ser porcaria.
Texto bonito...com gostinho de infância.Delícia de ler.
Beijo!

http://doquequiserfalar.blogspot.com/ disse...

Ow Naty, quando eu disse que não confiava em quem nunca leu o livro eu estava brincando viu, rsrs... Mas tive vontade de escrever, pq achei ele hj e estava sumido a uns meses, fui falar disso pra esses meus dois amigos, e fiquei espatanda com o preconceito que os nossos "jovens intelectuais" tem com assuntos aparentemente "infantis". E leia pra sua filha sim, tenho certeza que ela vai adorar, como eu adorei um dia.

Rubis Melo disse...

Liiinndooo, explêndido, mana.. cê broca. O livro eh lindo e sim, tem uma grande lição, o essencial é invisível para os olhos.. então pra que se preocupar com coisas futeis, com o que vão pensar sobre nós? Asa pessoas tem que aprender a ser mais humanas, explorar seus sentimentos, viver usando seus instintos [e não usar apenas os sexuais], acreditar no amor, que é o que tá faltandonos coraçãozinhos das pessoas.

Nicelle Almeida disse...

Livro perfeito que a gente não consegue ler apenas uma vez. Mandou muuuito bem no post, minha flor. Nunca esqueço quando ganhei o meu...minha mãe não poderia ter me dado melhor presente de aniversário. Como este livro acrescenta em nossas vidas e nos faz REFLETIR.
Um grande beijo e ótimo início de semana!!!
www.nicellealmeida.blogspot.com

Maiara Maria de Jesus Santos disse...

Nunca li.Porém todas as pessoas que conheço,que já leram este livro,acharam-o otimo e o adoram!
Depois dessa síntese e desse seu ponto de vista,em relação ao importância do "pequeno Principe",fiquei morta de vontade de ler!

Isabela Alves Rosas disse...

Nossa Nane, que visão hein, parabéns, futuro abençoado ;)
O pequeno príncipe... nossa como não parar para lê esta obra? Sempre tive vontade de lê-lo, até que um dia um amigo falou o mesmo que você citou, não morra antes de ler O PEQUENO PRÍNCIPE, minha vontade ficou aguçada. Até que a 1 ano atrás eu ganhei um "tesouro" (é como o chamo)livro esplendoroso, ele me ensinou que cativar é preciso, SEMPRE. Com certeza meus filhos irão ler essa grande obra. "Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-o!"
Mais uma vez, parabéns!!